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A ciência por trás da Sexta-feira 13

Azar


As razões pelas quais a sexta-feira 13 é considerada uma data de má sorte são variadas. Mas, de qualquer modo, trata-se de duas superstições misturadas: a que aponta a sexta como o dia da semana mais perigoso e a chamada triscaidecafobia, ou seja, o medo do número 13.

A sexta-feira carrega sua má fama, segundo estudiosos bíblicos, por ter sido o dia em que Jesus foi crucificado e no qual Eva mordeu a maçã proibida. Com relação ao número 13, além das explicações mitológicas, existe um embasamento lógico: é o que segue o 12, o número integral, da completude: doze são os meses do ano, os signos do zodíaco; doze eram os apóstolos de Cristo e as tribos de Israel. Portanto, o 13 vem desmantelar essa perfeição, trazendo perigo e preocupação.

São muitos os cientistas que ficaram tentados em colocar à prova os efeitos dessa superstição. Por isso, compararam números de acidentes de trânsitos, de feridas por facadas, de suicídios ou de emergências de hospitais com outros dias da semana com a sexta-feira 13. À exceção das feridas por facadas, nenhum outro número sofreu variações na sexta 13. E, de qualquer forma, a variação pode se dever não à maldição da data, mas ao medo que ela provoca e seus efeitos nas pessoas. Porque o que está, de fato, comprovado cientificamente é que os seres humanos (e os animais) são supersticiosos.

Especialistas mencionam a tendência do cérebro a ter tudo sob seu controle: quando isso é impossível, ele aceita a entrada de rituais e crenças que lhe dão tranquilidade. Em relação aos animais, em 1948, foi realizado um experimento com oito pombos, no qual lhes era dada comida sem nenhum motivo aparente. As aves, então, repetiam os movimentos que haviam realizado antes de receber a comida, embora não houvesse relação causal entre suas ações e o resultado – esse comportamento foi considerado supersticioso pelos cientistas. Dessa forma, podemos dizemos que o fenômeno da superstição, tão relacionado à sexta-feira 13, ultrapassa as barreiras humanas, sendo algo praticamente instintivo – tanto nosso quanto dos animais.
Fonte: ABC 

30 curiosidades sobre o Ebola

imagem de vírus Ebola

1-O Ebola é uma doença infectocontagiosa transmitida pelo vírus de mesmo nome cuja principal manifestação é a hemorragia interna e externa. 

2- Um estudo publicado pela revista Nature em 2005, sugere que ele tenha se originado de morcegos que ao se alimentarem de frutas, acabavam infectando-as com o virus que posteriormente era transmitido para os macacos que se alimentavam das mesmas. (veja o artigo aqui)

3-Em humanos o vírus se espalha por meio de contato com sangue e fluídos contaminados, ficando em encubação por um período que varia entre dois dias e três semanas. 

4-A morte vem em decorrência da hemorragia que leva a falência múltipla dos órgãos em 50 a 90% dos casos, dependendo da variável viral. 

5-Depois disso o vírus pode permanecer vivo por até dois ou três dias mesmo estando fora do hospedeiro.

6-Caso o paciente chegue a ser curado, o vírus ainda pode permanecer por sete meses no organismo, podendo ser transmitido através de relações sexuais.

7- Em alguns casos o vírus do Ebola pode se alojar nos olhos, alterando a coloração da iris. (veja matéria aqui)

8-  O vírus do Ebola também é mestre em evadir as defesas naturais do corpo: ele bloqueia os sinais enviados para as células chamadas neutrófilas, as células brancas que têm a responsabilidade de soar o alarme para o sistema imunológico entrar em ação e atacar.

9- Na verdade, o Ebola infecta as células imunológicas e as usa para viajar para outras partes do corpo – incluindo o fígado, os rins, o baço e o cérebro.

10- Algumas pessoas podem ser imunes ao vírus, pois suas células não apresentam determinados marcadores que possibilitam a sua entrada. 

11- Apesar de existirem inúmeras pesquisas em torno do desenvolvimento de vacinas e medicamentos, não há uma cura comprovada para o ebola.

12- Apesar da preocupação com triagens e quarentenas nenhum aeroporto no mundo tem capacidade de detectar se uma pessoa está infectada pelo vírus no estagio inicial (quando não há febre ou outros sintomas).

13- Exames de sangue podem ajudar a identificar o vírus, mas eles são analisados em laboratórios e o resultado pode levar horas.

14- Os profissionais de saúde que utilizam a vestimenta de proteção, precisam trocá-las a cada 40 minutos. 
Vestimenta para epidemia de Ebola

15- Colocar todas as peças leva cinco minutos - tirá-las leva, com a ajuda de outra pessoa, 15 minutos. Durante esse processo, as pessoas estão mais suscetíveis ao contágio com ebola, por isso são descontaminadas com cloro.

16- A temperatura interna dentro do uniforme pode chegar a 40°C

17- A auxiliar de enfermagem espanhola confirmada com ebola contou ter entrado duas vezes no quarto de um dos dois pacientes que estava ajudando a tratar - primeiro, para ajudar a tratar o paciente, e depois para desinfetar o ambiente após a sua morte.Nos dois casos, ela usou o equipamento protetor completo. Acredita-se que ela tenha sido infectada quando tirou a roupa. (veja a notícia aqui)

18- Água e sabão ou gel bactericida rapidamente rompem a cápsula que envolve o vírus. Um método de descontaminação facilmente acessível em regiões remotas é o uso de detergentes diluídos em água.

19- Apesar das suspeitas, nunca houveram casos confirmados de Ebola no Brasil.

20- Até o ano de 2014 o Ebola já havia deixado mais de 3,7 mil crianças orfãs.

21- Segundo a OMS, o vírus foi diagnosticado pela primeira vez em humanos em 1976, no Sudão e na República Democrática do Congo.

22- O surto ocorreu em uma aldeia perto do rio Ebola, daí o nome da doença. Cerca de 500 pessoas foram infectadas e 400 morreram.

23- Desde então, várias cepas do vírus surgiram no continente africano e para cada uma delas há um conjunto de sintomas característico.

24- Existem, até o momento, cinco cepas do vírus Ebola; Bundibugyo, Costa do Marfim, Reston, Sudão e Zaire, nomes dados a partir de seus locais de origem.

25- A cepa Reston é a única que apesar de infectar humanos não desenvolve nenhuma doença.

26- Uma vez infectado por uma destas cepas o individuo se torna imune a ela, mas continua passível de contaminação pelas outras.

27- O Ebolavirus é membro da família Filoviridae que abriga um grupo de vírus letais aos seres humanos, incluindo o vírus Marburgo.

28- A febre hemorrágica de Marburgo, teve epidemias conhecidas em 1967 (a primeira), e depois em  2007-2014 (cujo epicentro foi Uganda).

29-Tanto a doença quanto o vírus estão relacionados com o Ebola e têm origem na mesma área geográfica (Uganda e Quénia ocidental). A sua fonte é uma zoonose de origem desconhecida.

30- O cineasta Ridley Scott (‘Prometheus’, ‘Blade Runner’) levará para a TV a história sobre a epidemia de ebola, mas ainda não há uma data definida para a estréia. (veja aqui)

Por que sonhamos?

Por que sonhamos?


“O sonho é a estrada real que conduz ao inconsciente”. 
(FREUD, 1898 e1899)
Embora a ciência ainda não tenha uma resposta conclusiva, a psicanálise nos diz que dormir resulta em sonhar e sonhar é uma necessidade neurofisiológica. Estudos do campo da Psicologia têm determinado que a privação do sono pode ocasionar sérias consequências.

Para entender melhor o sonho, a psicologia se ocupou de entender o funcionamento do sono e acabou descobrindo, por exemplo, que o mesmo pode ser dividido em etapas (REM-NREM)

As descobertas de Freud, de que os sonhos têm um conteúdo psicológico fundamental, revolucionaram o estudo da mente. Antes, os sonhos eram tidos como meras junções de imagens desconexas, provocados por estímulos fisiológicos.
Depois disso compreendeu-se que sonhar é uma linguagem simbólica, pela qual se manifesta nosso inconsciente – espécie de porão da mente onde habitam fantasmas psíquicos, como conflitos não resolvidos e desejos reprimidos, que acabam governando todo o nosso comportamento.

Acredita-se também que, com isso, o sonho tenha uma função auto-reguladora de equilíbrio psicológico. “É através dele que fazemos a digestão dos acontecimentos do dia”, afirma Marion Rauscher Gallbach, do Instituto de Psicologia da USP. Já do ponto de vista neurofisiológico, existem outras funções cerebrais que seriam despertadas quando sonhamos. “Uma das principais é a manutenção da memória. Sonhar tanto guarda lembranças em arquivos de longa duração, quanto apaga informações não usadas”, diz Rubens Reimão, neurologista do Hospital das Clínicas de São Paulo.



As superstições por trás do teatro

Cena de O doente imaginário, de Molière, óleo sobre tela, 
Charles Robert Leslie, séc. XIX


No teatro, mais do que em qualquer outra arte, a ficção pode, como as fórmulas mágicas, agir sobre o real. A ideia é antiga. É bem conhecida a teoria da catharsis(catarse), atribuída a Aristóteles: a representação de uma tragédia suscitaria emoções de medo e de piedade tão violentas que os espectadores se veriam “purgados” do que esses sentimentos pudessem ter de carga excessiva sobre eles. Esse é o lado positivo. Outros, ao contrário, identificaram os perigos desse poder de identificação. Assim, Platão e depois Santo Agostinho – e, seguindo os passos dele, a Igreja – por muito tempo viram o teatro com desconfiança. Ele engendraria superstições para conjurar os temores ligados aos riscos inerentes à prática dessa arte.

Em primeiro lugar, porque o teatro é apresentado diante de um público – suscetível de se revoltar, por exemplo, se considerar a peça de péssima qualidade. Em seguida, porque as salas de teatro por muito tempo foram iluminadas por meio de (muitas) velas – os incêndios não eram raros. Finalmente, porque os próprios atores não são poupados, tanto no plano físico (alguns morreram por ter colocado todas as suas energias num papel, como Molière em O doente imaginário ou, alguns anos antes, Montfleury ao interpretar os furores de Orestes em Andrômaca), quanto no psicológico (expor-se em público pode induzir a humilhações). As superstições constituem, portanto, um indicador das especificidades dessa arte arriscada que é o teatro. Eis alguns exemplos disso.

É sabido que os atores não pronunciam o nome de Macbeth no interior de um teatro. Em vez disso, eles se referem à “peça escocesa”, e o herói epônimo é simplesmente designado como “M.”. Se um ator quebrar essa regra, ele deve rodear três vezes a construção enquanto corre, cuspir e depois bater três vezes à porta – só entrando se os seus camaradas o autorizarem. Geralmente explica-se essa proibição pelo fato de o teatro de Shakespeare, o Globe, ter sido destruído por um incêndio em 1613, por ocasião de uma representação de Macbeth. Mas isso é falso! Tratava-se de Henrique VIII. A explicação da reputação ruim de Macbeth é bem outra. Aliás, existem várias explicações. A primeira vem do conteúdo da peça, na qual intervêm feiticeiras salmodiando estranhas fórmulas mágicas. Ora, na época, era grande o perigo de tais encantamentos. Outra é de ordem econômica: relativamente curta e bem popular, Macbeth era a peça que se encenava repetidamente para reforçar o caixa quando a situação da trupe estava difícil.Macbeth se ligou ao risco de falência.

Numerosas superstições se relacionam também às condições mais modernas do exercício dessa arte. Uma que passou à linguagem comum: diz-se “merda” a um ator para lhe desejar boa sorte. Do século XVI ao século XIX, os espectadores mais prósperos se dirigiam ao espetáculo em carruagens, de modo que a abundância do estrume diante do teatro era um sinal favorável de que o público tinha vindo em grande número.

Outro costume: não pronunciar a palavra “corda”. A origem dessa proibição vem dos  carpinteiros que construíam as salas, os cenários e a maquinaria. Eles adotaram as práticas dos operários da marinha. A bordo de um navio, cada um dos cabos tem um nome específico: brandal, adriça, escota; a palavra “corda” designa o instrumento de suplício de quem recebia uma punição.

A proibição de assoviar dentro de um teatro tem a mesma origem marítima. Em um barco, o mestre transmite com um apito suas ordens aos marinheiros; por sua vez, o gerente de palco indicava as mudanças de cenário por meio de um apito. Se alguma outra pessoa assobiasse nos bastidores, isso poderia provocar uma manobra inadequada. Outro costume proscreve a cor amarela nas vestimentas. Diz-se que é porque Molière morreu em cena quando vestia roupas dessa cor. Mas não é nada disso: no passado, os tecidos eram tingidos com ingredientes com frequência tóxicos. O amarelo, preparado com óxido de cobre, costumava intoxicar os atores.

No final de uma apresentação, é usual oferecer flores às atrizes, mas é conveniente evitar os cravos. Anteriormente, na Comédie-Française, no final da temporada, o diretor com efeito informava às atrizes da renovação de seu contrato fazendo-lhes entregar, na última apresentação, um buquê de rosas. Um ramalhete de cravos significava que o desempenho delas não havia sido satisfatório. Todos esses exemplos atestam que, entre todos os ambientes profissionais, o mundo do teatro é um dos mais ricos em mitos e lendas supersticiosas específicas.

Por Alain Viala, professor emérito da Universidade Paris-III Sorbonne nouvelle

Artigo publicado originalmente na revista História Viva 131.


Uma oração indígena e sua sabedoria antiga



Conheça a bela oração de autoria dos Hopi, o mais velho dos povos nativo americanos. Belas palavras de grande sabedoria em tempos de excessivo individualismo.



“Vocês andaram dizendo às pessoas que esta é a Décima Primeira Hora.
Agora vocês precisam voltar e dizer a essas pessoas que a Hora é agora.

E que há coisas a serem consideradas:
Onde vocês estão morando?
O que vocês estão fazendo?
Quais são os seus relacionamentos?
Vocês estão em boas relações?
Onde está a água de vocês?

Conheçam o seu quintal.
É o momento de falarem a sua Verdade.
Formem as suas comunidades.
Sejam bons uns com os outros.
E não procurem fora de vocês pelo líder.
Este poderia ser um tempo muito bom!

Há um rio que agora está correndo muito rápido.
Ele é tão grande e ágil que chegará a assustar alguns.
Esses vão tentar ficar na margem,
e se sentirão como que deixamos de lado, e vão sofrer muito.
Saibam, o rio tem o seu destino.
Os anciãos dizem que precisamos deixar a margem,
saltar para o meio do rio,
manter os olhos bem abertos e as cabeças acima da água.

Veja quem está lá dentro com vocês e celebrem.
Neste momento da história, não devemos fazer nada sozinhos,
no mínimo entre nós mesmos.
Quando fazemos, nosso crescimento e jornada espiritual tem uma parada.
O tempo do lobo solitário acabou. Reúnam-se!

Abandonem a palavra esforço, conflito, da sua atitude e do seu vocabulário.

Tudo o que fizermos agora, precisa ser feito de uma maneira sagrada
e em celebração.

Nós somos aqueles que nós mesmos estávamos esperando”.

Azul- 35 coisas que você provavelmente não sabia



É a cor favorita de 45% das pessoas do mundo, possui 111 tons diferentes nomeados, além de ser associada a calma, simpatia, harmonia e fidelidade. Estamos falando do AZUL, a cor mais popular em todas as civilizações. Mas, você sabia que ninguém a enxergava até os tempos modernos? Pois é, depois de alguns séculos, o azul faz parte da nossa rotina e é impossível viver sem pensar nele. Muitos aspectos positivos são atribuídos ao azul. Ele simboliza a paz, a realização espiritual, tranquilidade, amizade, confiança, fidelidade e integridade. É também a cor de todas as virtudes intelectuais: sabedoria, inteligência, ciência, controle, concentração, independência. Tem o poder de acalmar e relaxar as pessoas. É relacionado a purificação, expulsa energias negativas, além de favorecer a amabilidade, a paciência e a serenidade. Estimula a busca da verdade interior, bondade, ordem, disciplina. Incrível, não? Mas o azul também tem um aspecto negativo: pode parecer frio, triste e depressivo. Por isso que os músicos do “blues” falam em suas músicas sobre tristezas interiores da qual não há conforto.

1) Você sabia que até relativamente pouco tempo na história da humanidade, o azul não existia? Não da maneira que enxergamos hoje. Sério, ninguém enxergava a cor azul até os tempos modernos.

 2) Segundo estudos, a cor azul é a preferida de 45% das pessoas do mundo. Apenas 1 % dos homens e 2% das mulheres não gostam de azul. É o tom que causa menos aversão na maioria das culturas; 

3) Quer perder peso? Coloque a comida em um prato azul. Isso inibe o apetite;

 4) Lagostas, caranguejos e polvos tem sangue azul por possuírem hemocianina, um pigmento respiratório rico em cobre que dá essa tonalidade; 

5) Estudos mostram que halterofilistas suportam mais peso em em ginásios azuis; 

6) Existem 111 tons de azul classificados;

7) O ganso patola é um pássaro marinho único. Encontrado em Galápagos, ele possui as patas azuis e as usa para impressionar a fêmea; 

8) Van Gogh costumava dizer: “Eu não me canso da cor azul“. Alguém discorda por aqui? 

9) Leonardo da Vinci foi o primeiro a explicar porque o céu é azul. Ele também foi o primeiro a observar que a sombra pode ser colorida e a pesquisar a visão estereoscópica; 

10) O azul acalma, portanto, pessoas que tem dor de cabeça podem se sentir melhores após olhar fixamente para a cor;

11) Um quarto pintado de azul garante melhor noite de sono, segundo estudos. Quarto de bebês pintados de azul também reduzem o choro e a atividade física em crianças;

12) Muito calor onde mora? Pinte a parede de azul. A cor é percebida como fria, mesmo que o termômetro não indique;

 13) Você está mais propenso a decorar algo que escreveu se usar uma caneta com tinta azul; 

14) Percebemos a água e o ar como azuis, apesar de não serem realmente dessa cor (incolores); 

15) Facebook, Twitter, Tumblr, Instagram, Linked in. Todas essas redes sociais tem a cor azul em seu logo ou em suas interfaces. Assim como a marca da IBM, HP, Intel. Inconscientemente, a cor ligada a tecnologia, alivia o stress e significa inteligência, liberdade e progresso; 

16) O Facebook também é azul porque Mark Zuckerberg sofre de daltonismo. O fundador do site afirmou que confunde as cores vermelho e verde; 

17) O hyperlink também tem uma explicação simples para a origem de sua cor. Nas primeiras telas de computador, o azul era a cor mais escura depois do preto. Uma vez consolidada esta tendência, o resto da web aparentemente mergulhou na onda. Talvez este gosto tão enraizado pelo azul na internet seja a primeira evidência de um consciente coletivo virtual; 

18) De acordo com uma pesquisa feita por designers do Google, o azul que escolheram para sua barra de pesquisa influencia consideravelmente a quantidade de acessos; 

19) Astrônomos descobriram um segundo planeta azul no universo. Nele chove partículas de vidro. O nome? HD189733B; 

20) Todas as pessoas com olhos azuis descendem de um único ser humano. Um estudo afirma que a transição do pigmento castanho para o azul ocorreu devido a uma mutação genética em um indivíduo que viveu na região do mar Negro há cerca de 7000 anos;


21) Mosquitos amam azul. Ao se planejar para uma aventura ou camping, use as de cores mais claras e de mangas compridas. Uma pesquisa mostrou que esses insetos são atraídos por cores escuras especialmente azuis. Vai entender!

22) Quase não há animais azuis na natureza, a não ser borboletas e algumas aves. Os olhos azuis são escassos, comidas nunca são dessa cor, e as flores azuis são em sua maioria criações humanas. A cor é rara na natureza, por isso também não há nada natural assim entre as bebidas e os alimentos;

23) Não se sabe quando a expressão “colarinho azul” no ocidente tornou-se sinônimo de uma pessoa que faz trabalho manual ou industrial, mas estudos dizem que foi no século 19. Tudo isso porque naquela época, os trabalhadores da Europa e América recebiam macacões para protegerem suas roupas ao manusearem máquinas pesadas. Por acaso, esses macacões eram tingidos com índigo, um pigmento azul resistente; 

24) “Blue Jeans” é uma palavra que acabou associada a liberdade e autonomia. Não é a toa, já que o tecido influenciou socioeconomicamente a cultura americana e até hoje é presente em diversas gerações. O índigo é a cor têxtil mais famosa e preferida de todos os tempos; 

25) O azul escuro é considerado um tom conservador. Transpira valores como responsabilidade e maturidade. Por isso que os uniformes da marinha, polícia e força aérea são dessa cor, para passar confiança e segurança; 

26) O azul amplia nosso senso de tempo e aumenta nossa produtividade. É considerada uma excelente cor para pintar escritórios e fábricas; 

27) Aplicado em áreas grandes como halls e corredores, ele é percebido como frio e distante. Azuis mais claros dão profundidade e a impressão de que um cômodo é maior. Já o azul vibrante, é ótimo para uma casa de campo ou praia; 

28) Em Jodhpur, Rajasthan, na Índia ou em Chefchaoen no Marrocos, todas as casas são pintadas de azul. A cor surgiu por conta da separação de castas que há no país. Os brâmanes que pertecem à linha sacerdotal ou os judeus no caso do México, começaram a pintar suas casas para diferenciá-las do restante. Quando o local começou a crescer, os novos moradores, religiosos ou não, continuaram a ideia, até que virou uma tradição. Além disso, o azul mantém o calor do verão mais ameno; 

29) No Islã, o azul significa proteção, por isso muitas mesquitas são decoradas com ladrilhos azuis e pintadas da mesma cor. Assim também acontece com muitas cúpulas da igreja, que azuis, simbolizam a abóbada celeste e lembram que Deus e o céu estão acima de tudo; 

30) As pessoas com Tritanopia, raro distúrbio de visão de cor, não são capazes de distinguir cores da paleta amarela e azul, por isso enxergam o arco-íris como algo basicamente rosa e turquesa;

 31) Os egípcios foram os primeiros a desenvolverem os pigmentos sintéticos azuis. Chamado de azul cerúleo, ele é encontrado em muitos tesouros arqueológicos, já que eles usavam em tudo o que achavam digno de ser realçado: papiros, estatuetas, amuletos, olhos e etc. 

32) Azul e púrpura antigamente eram consideradas as cores da realeza. Na época, somente o clero e os nobres tinham condição de obtê-los, já que os pigmentos eram escassos. O Ultramarino era retirado do lápis lazuli (15.200 euros o quilo), pedra preciosa do oceano que era moída e misturada com fixador para produzir a tinta a óleo. Devido ao alto custo, artistas do século 16 e 17 o usavam apenas para pintar mantos de Maria e Jesus Cristo;

33) O azul é a cor que mais nos rodeia. Veja o céu, o ar, o mar. O céu é considerado azul, portanto, a cor simboliza o divino. Em muitas religiões o azul é a cor dos deuses; 

34) Henri Matisse pintava até os tomates de seus quadros de azul, de tanto que gostava da cor. Quando lhe perguntaram o porque ele fazia isso, ele disse que lamentava ser o único a ver tomates azuis; 

35) Na Grécia e em outros países na costa do Mediterrâneo, incluindo o norte da África, acredita-se que o azul espanta mal olhado. Por isso tantas pessoas usam colares, pulseiras ou amuletos azuis para proteção, como o olho grego. Além disso, o objeto faz referência ao olho de Deus.


As três galáxias que podemos ver a olho nu






Todos os planetas do nosso Sistema Solar orbitam o Sol, que é apenas uma dentre bilhões de estrelas que compõe a nossa galáxia: A Via Láctea. Observada e nomeada desde tempos muito remotos, foi apenas descoberto que o “caminho de leite” na verdade se tratava de um imenso número de estrelas, quando o famoso astrônomo Galileu Galilei a observou.

Observar o céu a olho nu é uma atividade simples e prazerosa. Quando uma observação sem instrumentos é feita com cuidado muitos objetos interessantes podem se revelar. E embora pareça difícil observar uma galáxia devido aos fatos de que estes corpos estão muito distantes e também que o brilho proveniente de uma galáxia não é concentrado como o brilho visível de uma estrela, ainda sim é possível observar estas três galáxias: A galáxia de Andrômeda, A Grande Nuvem de Magalhães e a Pequena Nuvem de Magalhães. Esta observação auxilia o conhecimento dos objetos celestes e fornece um maior contato com o que observamos, já que se torna bem mais fácil observar objetos quando possuímos uma noção de orientação, das constelações e assim em diante.

Pequena Nuvem de Magalhães e Aglomerado 47
É possível reconhecer que estes objetos, a primeira vista apenas manchas no céu, são de fato grupos de estrelas e, de uma maneira bem geral, vários outros objetos próximos serão melhores observados quando conseguimos identificar suas localizações como aglomerados estelares e nebulosas.

A Pequena Nuvem de Magalhães

Esta galáxia irregular está próxima à constelação do Tucano e está a menos de 200 mil anos luz da nossa galáxia. É uma galáxia satélite da nossa e possui diversos objetos nebulosos próximos como o famoso aglomerado globular de 47 Tucano. É importante lembrar que para observa-la é necessário um local com pouca poluição luminosa, além de ser mais facilmente observada quando a Lua não estiver no céu. A mancha tênue ligeiramente esbranquiçada não será confundida quando o observador a encontrar.
Grande Nuvem de Magalhães

Qual o limite da nossa memória?






As pessoas com talentos extraordinários de memória sugerem que sua mente pode ser capaz de reter mais do que você pensa, diz Adam Hadhazy.


Ao contrário de câmeras digitais com cartões de memória integral que não pode tirar mais fotografias, nossos cérebros parecem nunca ficar sem espaço. No entanto, é um desafio a lógica que um cérebro humano adulto - uma "esponja encharcada de sangue", nas palavras do escritor Kurt Vonnegut - deve ser capaz de gravar ilimitados fatos e experiências.


Há muito tempo os neurocientístas tentam medir a nossa capacidade de memória. No entanto, o que embaralha qualquer hipótese são as surpreendentes façanhas cognitivas alcançadas pelos indivíduos mais dedicados e as pessoas com cérebros atípicos.


Muitos de nós lutamos para memorizar o nosso próprio número de telefone. Agora imagine um número com cerca de 67.980 dígitos? Isso é a quantidade de dígitos do pi, que Chao Lu da China,
recitou, de cabeça em 2005, ocasião em que bateu o record mundial. Chao proferiu a seqüência de números e demorou cerca de 24 horas, sem parar nem para ir ao banheiro.


Portadores do savantismo (síndrome do sábio) são capazes de feitos ainda mais surpreendentes; de nomes e datas para os detalhes de cenas visuais complexas . E, em casos raros, lesões de pessoas previamente saudáveis ​​parecem ter desencadeado a " síndrome de savant adquirida . " Quando Orlando Serrell tinha 10 anos de idade, por exemplo, ele foi atingido por uma bola de beisebol no lado esquerdo de sua cabeça. De repente, ele descobriu que podia recordar placas incontáveis ​​e calcular itens de calendário complexos, como o dia da semana de uma data de décadas atrás.


Bytes cérebro
Em um nível quantificável, a nossa capacidade de memória deve ter alguma base na fisiologia do cérebro. Numa escala bruta, mas talvez útil a este respeito: é que existem cerca de 100 bilhões de neurônios que compõem o nosso cérebro. Apenas cerca de um bilhão, no entanto, desempenham um papel no armazenamento da memória de longo prazo - e eles são chamados de células piramidais.

Se você tivesse que assumir que um neurônio pode apenas realizar um único "byte" de memória, então nossos cérebros iriam transbordar. "Se você pudesse ter tantas memórias quanto neurônios, que não é um número muito grande", diz Paul Reber, professor de psicologia na Universidade de Northwestern. "Você iria ficar rapidamente sem espaço em seu cérebro."

Em vez disso, os pesquisadores acreditam que as memórias são formadas pelas conexões entre os neurônios e através de redes neurais. Cada neurônio possui extensões como linhas de trem a partir das quais se conecta com cerca de milhares de outros neurônios. Acredita-se que esta arquitetura faça com que os elementos de memórias fiquem disponíveis em toda a teia emaranhada. Como o conceito de um céu azul, por exemplo, que pode mostrar-se em incontáveis ​​memórias diferentes.
Reber chama este efeito de "armazenamento exponencial", e com ele a capacidade de memória do cérebro "vai até o teto."

"Algo que ficaria na faixa de vários petabytes", diz Reber. Um petabyte equivale a 2.000 anos de arquivos de música MP3. É claro que nós ainda não sabemos exatamente de quantas ligações uma única memória precisa, - ou mesmo se o seu armazenamento pode ser comparado a um computador digital - então tais comparações devem ser feitas com uma pitada de moderação. Basta dizer que, de acordo com Reber, "você tem toneladas e toneladas de espaço."

Então os portadores de super memórias possuem cérebros excepcionais?

A resposta é simples: não. Quebradores de recordes, como Lu, assim como a maioria dos vencedores de campeonatos de memória juram que são apenas pessoas normais que se dedicaram à formação de seus cérebros para manter e recuperar peças selecionadas de informação.

Nelson Dellis, um vencedor do Campeonato de Memória EUA, diz que a sua memória foi realmente horrível antes de se tornar um atleta mental competitivo. A prática fez toda a diferença. "Dentro de semanas de treinamento, talvez até menos, você está fazendo algo que parece quase impossível para uma pessoa normal", diz Dellis. "Todos nós temos essa habilidade dentro de nós."


O que está claro é que a memória humana, embora prodigiosa, possui as suas limitações. Prova disso é que não podemos nos lembrar de tudo - Há muitos detalhes da nossa vida que nos escapa.

"Não é que nossos cérebros estejam cheios", diz Reber. "As informações que estamos vivenciando é que vem mais rápido do que o nosso sistema de memória é capaz de reter."




Fonte: BBC

15 mudanças que nos fizeram humanos



Os humanos são provavelmente a espécie mais curiosa que já existiu.

Temos cérebros muito maiores que os de outros animais e que nos permitem construir utensílios, entender conceitos abstratos e usar a linguagem.

Mas também temos poucos pelos, mandíbulas fracas e demoramos para dar à luz.

Como a evolução explica essa criatura extravagante?


1. Viver em grupo




Os primeiros primatas, grupo que inclui macacos e humanos, surgiram pouco depois do desaparecimento dos dinossauros. Muitos começaram rapidamente a viver em grupos para melhor se defenderem de predadores, e isso exigiu de cada animal "negociar" uma rede de amizades, hierarquias e inimizades.

Sendo assim, viver em grupo pode ter impulsionado um aumento da capacidade intelectual.

2. Mais sangue no cérebro






Humanos, chimpanzés e gorilas descendem todos de uma espécie desconhecida e extinta de hominídeo.

Neste ancestral, um gene chamado RNF213 evoluiu rapidamente e pode ter estimulado o fluxo de sangue para o cérebro ao ampliar a artéria carótida.

Nos humanos, as mutações do RNF213 causam a doença de Moyamoya - um estreitamento da carótida que leva ao deterioramento da capacidade cerebral por conta da pouca irrigação do cérebro.


3. A divisão dos primatas




Nossos ancestrais se separaram de seus parentes parecidos com os chimpanzés há cerca de 7 milhões de anos. No início, tinham uma aparência bem similar, mas por dentro suas células estavam em marcha.

Os genes ASPM e ARHGAP11B entraram em mutação, assim como um segmento do genoma humano chamado HAR1.

Ainda não está claro o que provocou essas modificações, mas o ARHGAP11B e o HAR1 estão associados ao crescimento do córtex cerebral


4. 'Picos' de açúcar

Depois que a linha evolutiva humana se separou da linha dos chimpanzés, dois genes sofreram mutações.



O SLC2A1 e o SLC2A4 formam proteínas que transportam glicose para dentro e para fora das células.

Essas modificações podem ter desviado glicose dos músculos para o cérebro de hominídeos primitivos e é possível que tenha estimulado o crescimento do órgão.


5. Mãos mais hábeis

Nossas mãos são incrivelmente hábeis e nos permitem construir ferramentas ou escrever, entre outras atividades.



Isso pode se dever em parte a um fragmento de DNA chamando HACNS1, que evoluiu rapidamente desde que nossos ancestrais e os ancestrais dos chimpanzés se dividiram.

Não se sabe o que o HACNS1 faz exatamente, mas ele contribuiu para o desenvolvimento de nossos braços e mãos.


6. Mandíbulas fracas: mais espaço para o cérebro

Em comparação com outros primatas, os humanos não podem morder com muita força porque têm músculos mais fracos em volta da mandíbula, bem como mandíbulas menores.



Isso parece se dever a uma mutação do gene MYH16, que controla a produção de tecido muscular.

A mutação ocorreu há pelo menos 5 milhões de anos. Mandíbulas pequenas podem ter liberado espaço para o crescimento do cérebro.


7. Dieta variada

Nossos ancestrais primatas mais antigos comiam principalmente frutas, mas espécies posteriores como o Australopithecus ampliaram seu cardápio.



Além de se alimentar com uma variedade maior de plantas, como ervas, comiam mais carne e inclusive a cortavam com ferramentas de pedra.

Mais carne levou ao consumo de mais calorias e menos tempo de mastigação.


8. Pelado, nu com a mão no bolso

Os humanos são quase pelados. Não se sabe a razão, mas isso ocorreu entre 3 e 4 milhões de anos atrás.


Suspeita-se que a perda de pelos tenha ocorrido em resposta à evolução de parasitas como carrapatos.

Exposta ao sol, a pele humana escureceu e a partir de então todos nossos ancestrais foram negros até que alguns humanos modernos deixaram os trópicos.

9. Um gene de inteligência



Neurônios humanos
Há 3,2 milhões de anos
Um gene chamado SRGAP2 foi duplicado três vezes em nossos ancestrais e, como resultado, células cerebrais teriam desenvolvido mais conexões.


10. Cérebros maiores: primatas pensantes

Os humanos pertencem a um grupo ou gênero de animais conhecido como Homo. O fóssil mais antigo de Homo foi escavado na Etiópia e tem 2,8 milhões de anos.

Homo habilis
Há 2,8 milhões de anos
A primeira espécie foi possivelmente o Homo habilis, embora cientistas discordem deste argumento.
Em comparação com seus ancestrais, esses novos hominídeos tinham cérebros muito maiores.


11. Parto complicado: uma cabeça muito grande

Para os humanos, o parto é mais difícil e perigoso.

Ultrassom de bebê humano
Há pelo menos 200 mil anos


Diferentemente de outros primatas, as mães quase sempre precisa de ajuda.

Caminhar sobre duas pernas fez com que as fêmeas humanas tenham um canal pélvico mais estreito e passagem de um bebê humano com a cabeça maior de seus ancestrais ficou dificultada.

Para compensar esse "problema logístico", bebês humanos nascem pequenos e indefesos.


12. Controle do fogo

Ninguém sabe quando os humanos aprenderam a controlar o fogo.

Fogo
Há 1 milhão de anos


A evidência mais antiga do uso do fogo está na Caverna de Wonderwerk, na África do Sul, que contém cinzas fossilizadas e ossos queimados datando de um milhão de anos.

Mas alguns especialistas afirmam que o fato de homem já ser capaz de processar alimentos há mais tempo do que isso poderia incluir o ato de cozinhar.


13. O dom da fala

Todos os grandes hominídeos têm sacos de ar em seus tractos vocais, o que lhes permite emitir fortes gritos.

Boca humana
Há 600 mil - 1,6 milhão de anos
Mas não os humanos, porque essas bolsas fazem impossível produzir diferentes sons.Nossos ancestrais aparentemente perderam os sacos de ar antes de se separar em termos evolucionários da espécie Neanderthal, o que sugere que eles também podiam falar.


14. Um gene para a linguagem

Algumas pessoas têm uma mutação em um gene chamado FOXP2.

Homem primitivo
Há meio milhão de anos


Como resultado, custa a elas entender gramática e pronunciar palavras.

Isso sugere que o FOXP2 é crucial para aprender o uso da linguagem.


15. Saliva reforçada para comer carboidratos

A saliva humana contém uma enzima chamada amilasa, fabricada pelo gene AMY1, e que digere amidos.

Feixe de trigo
Humanos descendentes de agricultores têm mais cópias do gene AMY1


Os humanos modernos cujos ancestrais foram agricultores têm mais cópias do AMY1 que aqueles cujos ancestrais era caçadores, por exemplo.

Este reforço digestivo pode ter ajudado a dar início ao cultivo, aos povoados e às sociedades modernas.




fonte: BBC

Raios- Os mitos e as lendas por trás deste fenômeno.





Os raios e os trovões aparecem com constância nos mitos das civilizações do passado. Profetas, sábios, escribas e feiticeiros os interpretavam como manifestações divinas, considerados principalmente como reação de ira contra as atitudes dos homens. Nas mãos de heróis mitológicos e de divindades eram utilizados como lanças, martelos, bumerangues, flechas ou setas para castigar e perseguir os homens pecadores.
Bumerangue
Há mais de cinco mil anos, os babilônicos acreditavam que o deus Adad carregava um bumerangue em uma de suas mãos. O objeto lançado provocava o trovão. Na outra mão, empunhava uma lança. Quando arremessada produzia os raios.
Castigo dos deuses
Para os antigos gregos, os raios eram lanças produzidas pelos gigantes Ciclopes, criaturas de um olho só. Elas eram feitas para que Zeus, o rei dos deuses, as atirasse sobre os homens pecadores e arrogantes. Como a mitologia grega foi migrada e adaptada à romana, a interpretação dada aos raios não sofreu muita alteração entre os romanos. O rei dos deuses, Júpiter, também tinha o hábito, como Zeus, de enviar raios(lanças) sobre os homens. Minerva, a deusa da sabedoria, no lugar de Ciclopes, era quem abastecia Júpiter com esta poderosa arma. Entre os nórdicos, que viviam no norte da Europa, Thor era o deus do trovão e dos raios. O som do trovão era provocado pelo movimento das rodas de sua carruagem e os raios podiam ser vistos quando Thor arremessava seu martelo.
Alvo ou proteção?
Acreditava-se que havia árvores que atraíam raios, enquanto outras as repeliam. O grande deus romano, Júpiter, tinha como símbolo o carvalho, árvore alta e majestosa, constantemente atingida por raios. Por outro lado, acreditava-se no poder de proteção do loureiro, arbusto também encontrado na região do Mediterrâneo, cujos ramos e folhagens eram utilizados sobre a cabeça de imperadores e generais romanos. O loureiro era considerado um meio de proteção contra a ira dos deuses da tempestade que,presumia-se, invejavam os generais pelas vitórias e conquistas de seus exércitos.
Sinos contra raios
Outra crença, muito difundida na Europa Medieval,dizia que o badalar dos sinos das igrejas durante as tempestades afastaria os raios. A superstição perdurou por muito tempo. Muitos campanários de igreja foram atingidos e mais de uma centena de tocadores de sino foram mortos acreditando em tal ideia. A superstição perde força somente no início do século XVIII.
Amuletos de proteção
gardeniaoliveira.blogspot.com
Outra crença popular considerava a pedra-de-raio um talismã para proteção pessoal e de residências entre povos europeus,asiáticos e americanos. No nordeste brasileiro, a pedra-de-raio é conhecida até hoje como pedra-de-corisco, por influência dos portugueses do século XVI.A pedra seria trazida pelo raio, cuja força meteórica a enterraria. A origem de tal superstição está baseada na falsa ideia de que um local não pode ser atingido duas vezes pelo mesmo raio, mas a explicação para a origem destas ideias pode estar relacionada com achados de utensílios e armas de pedra polida de povos mais antigos. Sabe-se que os etruscos e, mais tarde, os romanos da antiguidade usavam a pedra (pontas de flechas e de martelos) em colares como amuleto. Ficavam à mostra no pescoço, mas também eram colocadas nas casas e no telhado com o intuito de ficar a salvo dos raios. Na Bahia, os escravos africanos acreditavam que a pedra-santa-bárbara, como chamavam a pedra-de-raio, desprendia-se da atmosfera durante as tempestades. Ela teria poderes curativos e por isso era utilizada em preparos de remédios para diversas doenças.
Espelho atrai raios?
Não. A crença surgiu na época em que os espelhos tinham grandes molduras metálicas – elas, sim, um grande atrativo para os raios. Não há necessidade de cobrir espelhos durante uma tempestade.
Um raio não atinge duas vezes o mesmo local?
Também é mentira. Uma prova disso é o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, que recebe cerca de seis raios por ano.


Fonte: ELAT

Núvens- Você conhece estes 10 tipos?



As nuvens são classificadas com basicamente dois critérios: aparência e altitude.
Com base na aparência, podemos distinguir três grandes grupos; cirrus, cumulus e stratus. Já com relação a altitude elas podem ser altas, médias, baixas ou verticais e a combinação entre aparência e altitude é que dá origem aos dez tipos mais comuns, listados abaixo:

Cirrus
De aspecto delicado e sedoso, são formadas por cristais de gelo e é considerada uma nuvem alta, visto que sua distância média do solo pode chegar até 8 quilômetros.
O nome cirrus vem do grego e significa mecha de cabelo, por tal semelhança estas nuvens foram batizadas assim.








Stratus
São nuvens muito baixas, geralmente acinzentadas que cobrem o céu em camadas uniformes, podendo dar origem a nevoeiros ou chuvisco de baixa intensidade.
Quando vistas do céu, se assemelham a um gigantesco tapete de algodão.











Cumulus
As nuvens do tipo cumulus são massas individuais, (aquelas onde as pessoas costumam ver formas de animais e etc). Possuem contornos bem definidos e coloração clara, surgindo em maior frequência durante o dia.
Ver nuvens do tipo cumulus é sinal de bom tempo, mas caso elas cresçam muito em altitude podem causar temporais.









Bom, agora que você já conheceu os três tipos de nuvens básicas, é hora de conhecer os demais tipos, que são na realidade, combinações entre estes três primeiros. Vamos a elas:


Cirrus x Cumulos = Cirrocumulus

As nuvens Cirrocumulos são ligeiramente semelhantes as cirrus, mas são mais delgadas e forma pequenos tufos mais definidos, (parecendo grânulos, rugas ou até mesmo costelas). Além disso são bastante altas, podendo chegar até doze quilômetros do solo e não chegam a produzir sombra.









Cirrus x Stratus = Cirrostratus
As cirrostratus são uma fina camada de gelo que emprestam ao céu um aspecto leitoso. Em dias de Sol podem criar o fenômeno do halo solar e não são suficientemente densas para formar sombra nem chuva.
Cirrus, cirrocumulus e cirrostratus são consideradas nuvens altas.










Altocumulus
São as causadoras do efeito algodão que às vezes aparece no céu. Podem estar a até seis quilômetros de distância do chão e algumas vezes adotam a forma de ondas. Projetam sombra e frequentemente indicam a chegada de trovoadas no final do dia.










Altostratus

Consideradas nuvens de altura média, as altostratus são identificáveis por cobrir o sol. Geralmente são azuladas ou cinzentas são formadas por cristais de gelo ou gotículas de água muito fria.











Stratus + Cumulus = Stratocumulus 
A stratocumulus possui formato arredondado, cor branca ou cinzenta, e em geral parece um mosaico no céu. Quando se formam, podem causar chuva leve e turbulência quanto atravessadas por aviões.











Nimbostratus
As nimbostratus são nuvens baixas e verticais, sem formato definido, escuras e cinzentas. Também são bastante espessas, podendo ocultar totalmente o Sol. São as nuvens mais facilmente identificáveis em tempo chuvoso
Junto com a stratocumulus e a stratus formam as nuvens de baixa altitude.









Cumulonimbus
As cumulonimbus são nuvens bastante altas, podendo alcançar entre 24 e 35 quilômetros de altura. São formadas por uma porção de coisas, desde gotas de água, a cristais de gelo, passando por flocos de neve e até mesmo granizo. Possuem a forma de bigorna e são responsáveis por chuvas fortes, tornados, granizo e raios.
Juntamente com as cumulus, compõem o grupo das nuvens com desenvolvimento vertical.





E então, o que achou? Qual delas assusta mais?


Quer saber mais?- INMET