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Jean Delville e o simbolismo oculto

Auto retrato de Jean Delville
Pintor, escritor e ocultista, Jean Delville, embora pouco conhecido, possui um acervo de obras interessantes que mesclam arte e simbolismo.
Nas últimas décadas do século 19, em contramão ao materialismo presente, muitas pessoas começaram a demonstrar grande interesse no esoterismo e espiritualismo. O ponto máximo desta tendencia foi em 1890, década em que Jean Delville estava no auge de sua carreira.
 Sua obras ressaltavam e muito o espiritualismo, a magia, o hermetismo e a cabala, e seus interesses pelo assunto iam além da expressão artística, pois além de quadros, Delville também publicou textos e participou do crescente movimento teosófico daquela época.
O Retrato de Srta Stuart Merril
Embora Delville publicasse textos sobre suas idéias, quase nunca (ou melhor, nunca!) discutia suas obras, fazendo questão de deixar a interpretação das mesmas ao gosto do publico, e como resultado disso, suas obras sempre eram vistas com um certo ar de mistério. O melhor exemplo deste ar característico de Delville é a obra The Portrait of Mrs. Stuart Merrill,(O retrato de Srta Stuart Merril)  que não é um quadro mas sim um desenho feito a giz, onde se vê retratada uma jovem médium em pleno transe.
Outra obra importante é Satan’s Treasures (Tesouros de Satan), onde ao contrário do que se pensa, Delville não retrata a sua visão do inferno, mas provavelmente um trecho do livro Os Grandes Iniciados de Édouard Schuré, mais precisamente o capítulo III, A Iniciação de Isis.
Além destas obras, Delville também possui outras de igual importância como The Angel of Splendour (O Anjo do Esplendor) The School of Plato (A Escola de Platão). 


Caronte, do inferno ao céu.

 La barca de Caronte- Por Jose Benlliure Gil



Caronte, na mitologia grego-romana, é o barqueiro do submundo, responsável por transportar para o mundo dos mortos, as almas daqueles que haviam acabado de morrer. O trajeto era feito através dos rios Estige e Aqueronte, que serviam como divisa entre o mundo dos vivos  e o dos mortos. 
A moeda era um  pequeno suborno para agradá-lo a fim de que não se negasse a fazer a importante travessia. Ela deveria estar junto ao morto e caso não estivesse, ele vagaria por cem anos sem que fosse transportado ao seu devido lugar.
Antigamente, Caronte era retratado como um homem velho com feições graves e sisudas, como podemos ver na pintura de Alexander Litovchenko  e na ilustração de Gustave Doré (Feita para ilustrar A Divina Comédia)
Caronte, por Alexander Dmitrievich Litovchenko
Caronte, por Doré
Mas com o tempo e os avanços tecnológicos no ramo das imagens, Caronte passou a ser retratado das mais variadas formas.
Mas como Caronte foi parar no céu?

Satélites de Plutão
Após a introdução da mitologia grega na cultura romana, alguns dos personagens que na primeira eram conhecidos por um nome ganharam outras denominações após sofrerem a influência romana. Assim, alguns personagens como Hermes, Zeus e Hades, por exemplo, passaram a ser conhecidos como Mercúrio, Júpiter e Plutão. Como o passar dos anos, os astros, seus satélites e as constelações começaram a ser batizados com os nomes dos deuses da mitologia greco-romana (principal influência do pensamento ocidental), tendo como critério algumas correspondências, como por exemplo o planeta Mercúrio que ganhou este nome devido a sua rápida translação, se assemelhando muito ao veloz mensageiro dos deuses. 
 Assim, não fica difícil entender por que Plutão, ùltimo planeta (rebaixado a classe de plutóide em 2006), frio, distante e isolado na divisa entre o sistema solar e o espaço aberto, ganhou o nome do deus grego do submundo (Inferno), tendo como companhia quatro satélites, dentre eles Cérberus (Cão de três cabeças que protegia os portões do submundo) e Caronte, o barqueiro.




A história da Ursa Maior e Ursa Menor

 Duas das constelações mais fáceis de se encontrar no céu noturno, são as constelações de Ursa Maior e Ursa Menor. Considero que depois de Órion e Gêmeos, é talvez a que possui uma das histórias mais bonitas também.
Ursa Maior
Tudo começou com Calisto (Sim, a mesma que dá nome a uma das luas de Júpiter, que era o equivalente romano para o deus grego Zeus)
 Calisto foi uma das ninfas favoritas de Artemis. Como toda boa seguidora, mantinha a virgindade e praticava, regularmente, das caçadas promovidas pela deusa. De tão bem devotada a essas atividades, logo caiu nas graças de Artemis, que a tinha na mais alta conta. O que Calisto não sabia era que enquanto vivia sua vida tranquila, Zeus caia, a cada dia mais, de amores por ela. Passando, a partir de então a investir sobre ela, com muita frequência. Porém, Artemis sempre era categórica em repelir os impulsos do deus, se mantendo virgem e pura, dentro do que era esperado de sua condição.
 Porém, um belo dia, Zeus em seu ápice de astúcia, se disfarça de Artemis para se aproximar da ninfa, que recorrendo a este engano acaba dando espaço para que o deus persuadi-la a lhe ceder sua virgindade.
 Desta relação, Calisto sai grávida e embora faça de tudo para esconder o seu atual estado, acaba sendo descoberta pelas outras ninfas que, invejando a sua condição de favorita de Artemis, logo contaram a novidade a deusa. Artemis então expulsa Calisto do grupo, e a jovem, não vendo mais solução para a sua condição segue o seu rumo sozinha.
Ursa Menor
 Após algum tempo, Hera (Esposa de Zeus) descobre mais esta infidelidade do marido, e acaba lançando a sua vingança, fazendo com que Calisto, após dar a luz ao seu filho, se transforme em uma grande ursa. Hermes, ao ver que a criança havia sido deixada ao relento, leva-a para sua mãe Maia, de quem ele recebe o nome de Arcas.
Arcas cresce e se torna um grande caçador, e em uma de suas caçadas cruza o seu caminho com o de sua mãe Calisto, que mesmo transformada em ursa, ainda mantem a consciência humana, e ao vê-lo tenta se aproximar do seu amado filho. Porém, Arcas não a reconhecendo, empunha o seu arco e se prepara para disparar a sua flexa certeira e mortal. Zeus, querendo evitar uma tragédia, no último instante transforma Calisto e Arcas em duas brilhantes constelações que são as constelações de Ursa Maior e Ursa Menor.
Zeus (Ou Júpiter) e Calisto, por François Boucher



O Hiper Realismo de Iman Maleki

Existe arte abstrata, surrealismo, impressionismo... e várias outras escolas de pintura, onde cada uma delas possui o seu maior representante. 
Para o realismo, eu ousaria dizer que o seu principal representante é o pintor iraniano Iman Maleki.  
 Maleki começou a pintar ao 15 anos e hoje é considerado o maior pintor realista de todos os tempos. E não é para menos, suas obras chegam a competir com fotografias tiradas em câmeras de 10 megapixels, pois retratam imagens com perfeição de detalhes. 
Veja abaixo, algumas de suas principais pinturas.









Conheça mais sobre o pintor em www.imanmaleki.com