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As misteriosas mulheres mascaradas do Iran

Mulheres mascaradas do Iran

O povo de Hormozagan, província localizada no sul do Iran, é conhecido como Bandari. A area onde está localizada foi um importante ponto de encontro na rota das especiarias, resultando em uma grande mistura étnica e cultura que incluía árabes, africanos, indianos e persas. Como resultado disso também, houveram profundas modificações na vestimenta das mulheres da região, com roupas coloridas e alegres em lugar do tradicional chador preto. Mas certamente o boregheh (mascaras), usadas por muitas Bandaris (sunitas ou xiitas) é a mais interessante delas.

Mulheres mascaradas do Iran

O uso dessas máscaras pelas mulheres Bandaris remonta a séculos e as raízes dessa tradição são obscuras, mas acredita-se que tenha começado durante o período de dominação portuguesa quando as mulheres escondiam o rosto para evitar serem levadas por senhores de escravos que procuravam mulheres bonitas.

O boregheh também serve como proteção contra o Sol, que costuma ser muito intenso na região.

Muitos tipos de boreghehs, podem ser visto na província de Hormozagan, algumas cobrindo boa parte do rosto, enquanto outras são menores e revelam mais os olhos. O povo local consegue reconhecer a classe social da mulher pela padronagem e pelas cores usadas na máscara.

Ha ainda as máscaras em forma de bigode, usadas por mulheres de um vilarejo na ilha de Qeshm.


Foram elaboradas dessa forma ha muitos séculos, para dar as mulheres locais um ar mais masculino, confundindo os invasores que, acreditando se tratar de homens, acabavam sendo dissuadidos do intento.

Gostou? Leia mais em www.bbc.com

Uma oração indígena e sua sabedoria antiga



Conheça a bela oração de autoria dos Hopi, o mais velho dos povos nativo americanos. Belas palavras de grande sabedoria em tempos de excessivo individualismo.



“Vocês andaram dizendo às pessoas que esta é a Décima Primeira Hora.
Agora vocês precisam voltar e dizer a essas pessoas que a Hora é agora.

E que há coisas a serem consideradas:
Onde vocês estão morando?
O que vocês estão fazendo?
Quais são os seus relacionamentos?
Vocês estão em boas relações?
Onde está a água de vocês?

Conheçam o seu quintal.
É o momento de falarem a sua Verdade.
Formem as suas comunidades.
Sejam bons uns com os outros.
E não procurem fora de vocês pelo líder.
Este poderia ser um tempo muito bom!

Há um rio que agora está correndo muito rápido.
Ele é tão grande e ágil que chegará a assustar alguns.
Esses vão tentar ficar na margem,
e se sentirão como que deixamos de lado, e vão sofrer muito.
Saibam, o rio tem o seu destino.
Os anciãos dizem que precisamos deixar a margem,
saltar para o meio do rio,
manter os olhos bem abertos e as cabeças acima da água.

Veja quem está lá dentro com vocês e celebrem.
Neste momento da história, não devemos fazer nada sozinhos,
no mínimo entre nós mesmos.
Quando fazemos, nosso crescimento e jornada espiritual tem uma parada.
O tempo do lobo solitário acabou. Reúnam-se!

Abandonem a palavra esforço, conflito, da sua atitude e do seu vocabulário.

Tudo o que fizermos agora, precisa ser feito de uma maneira sagrada
e em celebração.

Nós somos aqueles que nós mesmos estávamos esperando”.

140 anos de impressionismo


Piramides de cranios- Cézanne


Neste mesmo mês, ha 140 anos atrás, um grupo chamado Sociedade Anônima de Pintores, formado por trinta artistas, deu origem ao que ficou conhecido como impressionismo, um dos movimentos artísticos mais ousados e inovadores da história da arte.

Ao contrário do que era valorizado no realismo, o impressionismo rompeu com a necessidade de retratar a realidade com fidelidade estética. Por este motivo, recebeu inicialmente duras críticas, entre elas a mais famosa, emitida pelo pintor Louis Leroy, que se referindo especificamente ao quadro Maisons d’Argenteuil, de Monet, disse:



“Impressão, Nascer do Sol – eu bem o sabia! Pensava eu, se estou impressionado é porque lá há uma impressão. E que liberdade, que suavidade de pincel! Um papel de parede é mais elaborado que esta cena marinha.”

A crítica feroz de Leroy teve sua serventia, pois foi graças a ela que o movimento, até então sem nome, recebeu o título pelo qual o conhecemos até os dias atuais; impressionismo.
Dentre os impressionistas destacaram-se, e destacam-se até hoje, Claude Monet, Paul Cézanne, Camille Pissarro, Pierre-Auguste Renoir, Alfred Sisley e Edgar Degas.
Abaixo, algumas de suas obras.

Claude Monet (Maisons d’Argenteuil, 1873)
Le Harem- Renoir

White Frost- Pissarro
The Prima Ballerina- Degas


Rangda, a deusa balinesa da magia negra




Com seus esbugalhados olhos vermelhos, sua pavorosa e suja cabeleira branca, afiados dentes de javali e calças listradas em vermelho e branco, Rangda é o mal em pessoa, a verdadeira e angustiante personificação da deusa do submundo. Seu nome deriva do balinês antigo e significa viúva, sendo por isso, muitas vezes representada como uma mulher de idade avançada. Pratica o canibalismo, sendo os recém nascidos seu alimento favorito, e sempre carrega consigo uma guirlanda de crânios, tal qual a deusa Kali dos indianos. (sendo muitas vezes relacionada a ela)


Segundo a lenda, Rangda é a rainha da magia negra e juntamente com seu exército de bruxas lutam contra Barong e os deuses do bem. Segundo esta mesma lenda a deusa seria uma antiga rainha que foi expulsa de Bali pelo próprio rei por praticar magia negra. Em retaliação, Rangda teria tentado destruir o reino, chegando a matar metade da população com uma misteriosa peste. Todavia, o rei, com a ajuda dos deuses, acabou detendo-a superando seus poderes.
 A deusa do submundo e da magia negra é uma personalidade bastante interessante, pois embora seja essencialmente uma personificação do mal, ela desempenha também o papel de protetora, sendo reverenciada em algumas partes de Bali e até mesmo da Índia. Além disso, se tornou amplamente conhecida após a difusão da dança Barong, uma dança típica balinesa, onde pessoas fantasiadas de deuses, dançam interpretando os mitos Balineses, principalmente a guerra entre Rangda e Barong.



Mas se engana quem pensa que a figura de Rangda se limita a um mito antigo revivido através de danças. Os balineses acreditam que a serviço dela estão os Leyaks, pessoas que praticam a magia negra. Para eles os leyaks permanecem durante o dia sob a forma humana comum, enquanto a noite suas cabeças e vísceras se separam do corpo e vagam livres a procura de cadáveres em decomposição que servirão de alimento e mulheres grávidas, das quais eles sugarão o sangue dos bebês.
 Se um balinês se encontra doente e vai até um curandeiro, ele executa um ritual para consultar os espíritos e verificar que se trata-se ou não de feitiçaria. Durante este ritual é comum os espíritos anunciarem o nome de quem lançou o feitiço na vítima, todavia a retaliação é duramente criticada e desaconselhada pelos guias espirituais.


Fonte: http://www.bukisa.com e www.indo.com

A beleza da Índia pelos clicks de Rakesh JV.


Rakesh JV é um fotografo indiano, nascido em Bangalore, que passou anos viajando por seu país e retratando as pessoas e a cultura exuberante do seu povo.  O resultado do trabalho não poderia ser outro, uma mistura de cores, rostos e paisagens únicas, daquelas que só um país tão plural quanto a Índia seria capaz de abrigar.
Veja algumas de suas fotografias.
















O mito por trás da origem do Apanhador de Sonhos





Reza a lenda que durante um ritual da visão, no topo de uma montanha, o velho índio viu a grande aranha, que conversou com ele na linguagem sagrada. Enquanto conversavam a aranha pegou um aro de cipó, as oferendas que lhes fora deixada e usando sua teia começou a tecer.
Enquanto tecia a grande aranha lhe falava sobre todas as coisas. Falou da vida, da morte, das coisas boas e das coisas ruins também. Falou sobre como elas interferiam em nossas vidas e como mudávamos por causa delas. A grande aranha sabia muito, pois fora ela quem tecera a grande teia que interliga todas as coisas. Foi ela que, no passado longínquo, quando só havia a escuridão, trouxe a luz, o fogo e o Sol para iluminar o povo Ojibwa*.
 Dentre as coisas que ela disse, estava a necessidade de se trabalhar com as forças boas para que, guiado por elas, ele encontrasse a harmonia com a natureza. Caso assim não procedesse, iria ser guiado pelas forças ruins e acabar sofrendo dores e infortúnios.
 Quando terminou de tecer, a grande aranha entregou ao índio o aro que agora continha uma elaborada teia no centro. Ela lhe contou que aquela teia representava o ciclo da vida e que aquele curioso instrumento serviria para ajudar os Ojibwa a fazer bom uso dos seus sonhos e visões. Contou também que os sonhos vinham de um lugar chamado Espírito do Mundo que se
ocupa do ar da noite com sonhos bons e ruins. Ensinou o velho índio como funcionava o objeto lhe dizendo que quando pendurado, enquanto se movia lentamente, era capaz de apanhar os sonhos que flutuavam no ar. Que os sonhos bons sabiam o caminham que deveriam tomar naquela elaborada teia, deslizando pelas penas até alcançar aqueles que dormiam. Já os sonhos ruins ficariam presos, até que os primeiros raios do sol surgissem e levassem-nos embora consigo.
O velho índio agradeceu a grande aranha e voltou para o seu povo, carregando consigo aquilo que batizou como Apanhador de Sonhos.



* O Ojibwa ou Chippewa (também Ojibwe, Ojibway, Chippeway) são o terceiro maior grupo de nativos americanos dos Estados Unidos, superado apenas por Cherokee e Navajo.

O curioso rito de passagem de uma tribo em Papua Nova Guiné.



O rito de passagem para a idade adulta executado pelos homens da tribo Kaningara em Papua Nova Guiné, em um primeiro momento pode nos parecer incompreensível e demasiado brutal, mas uma observação um pouco mais acurada, feita através daquilo que ouso chamar de "empatia antropológica" (quando nos colocamos no lugar de um membro daquela tribo e tentamos observar o mundo a partir do seu prisma), revela que por trás da aparente atraso, há uma boa dose de conhecimento que é transmitido de geração em geração através da tradição ritualística.

Mulheres do mundo- Uma serie de imagens que retratam a mulher em diferentes culturas



Visando o conhecimento das múltiplas facetas do universo feminino ao redor do mundo, Pascal Mannaerts, fotógrafo belga, resolveu passar dez anos viajando e fotografando mulheres pelos lugares onde passava.
Em sua viagem Pascal passou por diversos países da África, América, Àsia e Europa, e em todos estes lugares fotografou o dia-a-dia de inúmeras mulheres comuns. O resultado foi uma série de imagens que mostram cada mulher em seu contexto cultural, que Pascal denominou de Ela.
Veja algumas fotografias deste trabalho:

Nepal

Nepal

Etiópia

Índia

Etiópia

Bolívia

Alemanha

Oriente Médio


Etiópia







Olhares- Fotografias de uma tribo etíope



Fotografar (bem) é a arte de capturar expressões, gestos e detalhes que, apesar de estáticos em uma imagem de um momento, conseguem transmitir toda a emoção necessária para a compreensão de uma ou várias idéias, e é exatamente isto que o espanhol Diego Arroyo faz.
Em seu recente trabalho, intitulado Ethiopia One, Diego viajou para a Etiopia e capturou olhares e expressões de homens, mulheres e crianças do Vale do Omo. As fotografias deste trabalho são dotadas de uma sensibilidade quase palpável, transformando cenas cotidianas da vida de um tribo etíope em imagens quase transcendentes.
A sensação que sentimos ao observar estas imagens é quase a mesma que experimentamos quando admiramos pinturas antigas, uma curiosidade que nos faz imaginar o que se passa na cabeça dessas pessoas com olhares tão profundos, expressões sérias ou sorrisos distraídos.



















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Sobre a autora
Nome Jamile Leidiane
Facebook https://www.facebook.com/jamileleidiane